quarta-feira, 30 de junho de 2010

So long, farewell, auf wiedersehen, goodbye...

Eis que chegou e passou o último dia de estágio na Alemanha. Ainda cá fico mais dois dias, mas basicamente só para fazer malas (o drama, o horror, a tragédia!!!) e limpezas.

Tinha-me prometido que, se conseguisse entrar para o INOV Contacto, ía fazer um blog a relatar a experiência, em homenagem à forma como descobri o programa. Há uns 3 anos, completamente por acaso, encontrei um blog de alguém que fez estágio na China e que devorei de um ponta à outra em pouco tempo, tal como muitos outros com a mesma premissa.

Acontece que me impus regras e filtros que impossibilitaram posts mais regulares (pois foi precisamente no trabalho, sobre o qual não quis escrever, que se passaram as situações mais caricatas). Mas, enfim, fez-se o que se pode, com muito gosto.

Já me perguntaram pelo balanço da experiência e a ideia que se formou imediatamente na minha cabeça foi esta: imaginem um gráfico com o ciclo de vida de um produto… aí está!

Quando soube o destino do estágio não fiquei propriamente contente, mas o estado de espírito e expectativas melhoraram quando tive contacto com a empresa e os produtos em Portugal e atingiram o ponto de maturação nos primeiros meses de estágio, em que tudo era novidade. Infelizmente tudo o que sobe tem de descer e a curva de declínio já se vinha a sentir há algum tempo… Conclusão: estou mais do que pronta para descontinuar este produto e começar a I&D para lançar o próximo!

O blog acaba aqui, com um abraço de agradecimento a todos os que o acompanharam.
Até à vista!
Acabou o mês de Junho, aqui fica a imagem que o ilustrou no blog:


O header "final" é uma composição de todas as imagens que usei ao longo destes últimos meses e ficará assim até decidir apagar o blog (ou não).

Último

Último dia do mês e último dia de estágio INOV Contacto.

Tive direito a salsichas e febras grelhadas com saladas, brinde e oferta de uma garrafa (que me vai roubar tanto espaço precioso na mala). Pode não ter sido a experiência laboral que tinha previsto, mas ficam as boas memórias destes meus alemães!

E, agora que já não posso sofrer por Portugal, passo a sofrer pela Alemanha :D

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Está quase, mas antes, fazer malas...

Dois caixotes já despachados pelo correio e cheira-me que não vou conseguir enfiar o resto das tralhas todas nas duas malas...

Eu que até sou uma pessoa tão organizadinha e tal, como é insisto em levar tralha a mais, sabendo que obrigatoriamente terei muita mais para trazer de volta, hein?

Ó senhores, e nem seis meses foram, o que vai ser de mim quando for um ano? Help....

quinta-feira, 24 de junho de 2010

When the cat is away...

Patrão fora, 25ºC lá fora... de repente houve-se um guincho agudo (tipo unhas a raspar num quadro preto) e é ver homens e mulheres crescidos (e alemães) a gritar e a correr em direcção à porta: "A carrinha dos gelados!!!"



É que esta empresa recebe todos os dias a visita da carrinha do pão (não guincha, mas apita) de manhã e a carrinha dos gelados ao início da tarde. Estes meus alemães tratam-se bem, hein?

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Futebóis

Jogo da selecção alemã: portas da empresa fechadas e pessoal todo na sala de conferências a ver/sofrer o jogo.

Ora, depois do almoço e de um copo de vinho, eu ía adormecendo no embalo das vuvuzelas... eles todos a desesperar e eu a bocejar :)

Pronto, vá, fiquei com pena que a Alemanha tivesse perdido. Também não sou assim tão indiferente.

Uma dúvida existencial: o treinador alemão (Joachim Löw) e o assistente dele vestem-se sempre de maneira igual??? hummm...

segunda-feira, 14 de junho de 2010

E depois há dias...

... em que subimos umas escadas e encontramos um Biergarten enorme instalado num jardim no tecto do Museu de Arte em Bonn, pejado de alemães bem-dispostos ao som dos Queen. Só na Alemanha mesmo...


Os The Queen Kings parece que são uma das melhores bandas de tributo aos Queen e realmente entusiasmaram, mesmo que o concerto tenha sido entre as 11h e as 14h (com direito a intervalos, claro), sem vestimentas nem luzes. Óptimo vocalista, óptimos músicos e o som estava impecável.


É tão bom ter surpresas destas! :D

terça-feira, 8 de junho de 2010

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Museus e Música

Para fugir um pouco ao calor que se fez sentir no sábado, optei por ir visitar museus cá em Bonn. A intenção inicial era ver o maior número possível, mas acabei por sucumbir à ideia de que era fim-de-semana e de que os museus não iam a lado nenhum, portanto optei por só ir a dois, intercalados com outras actividades de lazer.

Comecei por visitar o Arithmeum, onde se pode ver a maior colecção do mundo de instrumentos e máquinas de calcular. Confesso que o que mais me fascinou não foi a quantidade e diversidade de aparelhos para fazer contas, mas sim a arquitectura do edifício e a exposição temporária da obra de Jo Niemeyer, tão geometricamente harmoniosa que me apetecia levar os quadros todos para casa.



Depois de dar um pulo à festarola de Beuel, pejada de barracas de comes e bebes, voltei à cidade para ler um pouco e relaxar à sombra das árvores do Hofgarten.



Como o objectivo cultural seguinte ficava na zona dos museus, Museumsmeile, optei por fazer a Rheinpromenade a pé em direcção à Haus der Geschichte (Casa da História), onde se pode ver uma extensa exposição sobre vários aspectos da vida na Alemanha desde o final da 2ª Guerra Mundial até aos dias de hoje. Não me recordo muito bem, mas de certeza que já tinha visitado o museu na primeira vez que vim à Alemanha porque certos elementos pareceram-me muito familiares.



Aspectos muito positivos nos dois museus visitados: existência de bengaleiro, para não ter de andar a carregar com a carteira, e o facto de haver bancos um pouco por todo o lado, para uma pessoa poder repousar e assim apreciar as exposições com mais calma.



Saí da Haus der Geschichte direitinha para o Museumsplatz onde estava a ter lugar o Bundes Big Bands Festival (sexta e sábado). Já tinha ido lá na sexta-feira depois do trabalho ver a Big Band das Canárias e no sábado assisti contentíssima às actuações da European Movement Jazz Orchestra (com alguns elementos portugueses) e da Dietrich Koch Big Band. Um final de tarde/início de noite que me encheu as medidas! (Eu até nem sou grande apreciadora de jazz, mas uma Big Band é sempre mais estimulante do que só piano e contrabaixo, por exemplo...)



terça-feira, 1 de junho de 2010

Último mês

E já estamos em Junho!!!

Um esforcinho final e lá vamos nós para o próximo desafio :)

O header deste mês é uma foto alusiva ao Muro de Berlin, que, quer gostemos ou não, será sempre símbolo da Alemanha e motivo para sérias reflexões. E pensar que há pouco mais de 20 anos havia uma divisão destas em pleno coração da Europa...

E, para os habituais efeitos de registo, a imagem de Maio:

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Eurovision Song Contest 2010


Eu sei que todos os anos é a mesma história na altura das votações: “O quê? Doze pontos para aquela porcaria? Bem se vê que são vizinhos!” e outras coisas que tal… mas sempre que ouço a musiquinha que antecede a transmissão do Festival Eurovisão da Canção esqueço isso tudo por momentos e agarro-me à esperança de que o povo este ano vote, pelo menos um bocadinho, tendo em conta a qualidade das músicas e não unicamente o seu passaporte.

Aviso: não sou o que se considera uma “eurofã”, pelo que, à excepção da música portuguesa, a primeira vez que vi/ouvi as canções foi nas semi-finais (e assim é que deveria ser, para a coisa ser um bocadinho mais justa) e também não sei nomes praticamente de ninguém, não sou como muita gente nos fóruns que parece que conhecem aquela gente toda desde os tempos da escola primária. Eu cá só gosto de comentar, pronto.

Posto isto, comentários à final de sábado:

1. Azerbaijão: consta que a moça andou a fazer grande promoção, mas aquele “vestido pirilampo” não impressionou.

2. Espanha: actuação marcada pelo intruso Jimmy Jump, que se imiscuiu na coreografia e obrigou os seguranças a entrar no palco. Ainda atónita pelo que tinha acontecido, juro que estive largos segundos convencida de que o senhor que entrou para fazer apoio vocal também era um penetra, ainda por cima tinha um fato e cabeleira parecidos com o do artista principal… pensava que era mesmo a gozar. Apesar do cantor e bailarinos não se terem desmanchado, foi justo que pudessem repetir prestação no final de todas as outras. Cada bailarino a fazer a sua coisa criou demasiada confusão visual no palco.

3. Noruega: apesar do bom ar do intérprete e do crescendo espectacular da canção, ficou a sensação de faltar qualquer coisa.

4. Moldávia
: apenas gostaria de constatar que a coreografia do saxofone é deliciosamente tolinha, nada mais.

5. Chipre: Boa prestação, música cativante, mas notou-se cansaço progressivo na voz.

6. Bósnia Herzegovina: gostei do solo da guitarra e do jogo de luzes, pouco mais.

7. Bélgica: música querida e bem executada, com sentimento, dá para ver perfeitamente que é tudo obra do cantor.

8. Sérvia: o Castelo Branco lá do sítio… honestamente meteu-me um bocado de medo, para além de não ser nada de especial vocalmente.

9. Bielorrússia: muita desafinação e as asas abrem tão abruptamente que me faz um bocado de impressão.

10. Irlanda
: a melhor parte é, sem dúvida, a flauta, a voz não impressionou e desafinou.

11. Grécia
: Opa! Sim, a música não tem grande ciência e as roupas brancas com botas pretas é o cúmulo do ser azeiteiro (diz que a Grécia tem bom azeite, não é?), mas a música fica no ouvido e, acima de tudo, tem bailarinos com tambores pirotécnicos! Lol E o intérprete, apesar de pouca química com a câmara, tem um certo charme…

12. Reino Unido: canção “feel good”, mas sem entusiasmar e com um cansaço notório ao longo da música.

13. Geórgia: a cantora aguentou a parte vocal muito bem, tendo em conta a quantidade enorme de dança que por ali andou.

14. Turquia
: Vá, a banda até não foi má de todo, mas a robocop pirotécnica não lembra a ninguém.

15. Albânia
: não aprecio particularmente o timbre da intérprete e, apesar da boa interpretação, também não me entusiasmou muito.

16. Islândia: apesar de achar a batida de fundo um bocadinho pesada demais, a intérprete teve uma prestação irrepreensível. Gostei do contraste cénico entre o vestidão da cantora e os vestidinhos mais fluidos das moças do coro.

17. Ucrânia: mensagem completamente depressiva e mórbida, mas muito boa interpretação.

18. França
: e vamos lá ver o futebol! Claramente uma música para o mundial e para ver os bailarinos abanar as ancas e despir camisolas!

19. Roménia
: muito boa interacção entre os cantores, muito boa interpretação, só não sei se gosto 100% do timbre dela. O facto de ter passado a actuação toda a olhar-lhe para a boca e a tentar lembrar-me com quem é que ela se parecia (Isabel Angelino) também não ajudou, mas no fim de contas, gostei.

20. Rússia: é que não tem ponta por onde se pegue, deprimente, fraco na afinação, fraco no inglês e acaba numa confusão de sons indescritível. É caso para dizer “Lord, have mercy!”

21. Arménia: Ora bem, o que dizer sobre uma canção sobre o pêssego, que é o fruto nacional, com um caroço de pêssego gigante em palco e o primeiro plano das câmaras a começar descaradamente no peito esborrachado da cantora? Humm…

22. Alemanha: a música é queridinha, a Lena é fofinha mas aquele visual foi mesmo “à alemã”, risco preto nos olhos, batom vermelho escuro, cordão preto ao pescoço e tatuagem muito pouco elegante no braço. A música não cresce para lado nenhum e a prestação vocal também não me diz grande coisa.

23. Portugal
: a Filipa teve mais controle na semi-final, mas não houve problemas a assinalar, o coro foi um óptimo apoio e o trabalho de câmaras também esteve bem.

24. Israel: gostei muito da primeira metade da música, quando começa a gritar estraga e desafina tudo.

25. Dinamarca: duo com pouca química, musicalmente já muito visto. Quando os primeiros países começaram a dar-lhes pontuação máxima quase que desligava a tv…

Vencedor: Alemanha, Lena, Satellite. Aqui na Alemanha toda a gente idolatra a rapariga, porque é uma pessoa normal, porque é fofinha, porque porque… mas convenhamos que a música não sai do mesmo e a Lena também não tem voz nenhuma do outro mundo. E o sotaque pseudo-british realmente começa a incomodar. Enfim, como muitos dizem, pelo menos a Alemanha terá dinheiro para organizar a festa…

Prestação de Portugal: controvérsias à parte, notaram-se grandes melhorias desde a apresentação da música no Festival em Portugal. Sinceramente, mesmo que tivesse ido a música da Catarina não sei se conseguíamos muito melhor colocação… o problema está no tipo de músicas que escolhemos, mas também na (falta de) promoção da mesma. A questão dos vizinhos e diáspora também é válida, obviamente... mas há-de ser sempre assim. Como li em qualquer lado, o mais justo (e impossível) era só se saber de que países são as canções depois das votações…

Comentador português: Tem um timbre de voz muito agradável, mas dali só saiu asneira, desde má pronúncia inglesa, a chamar outros nomes aos intérpretes, más traduções, falta de informações… confrangedor. Se eu estivesse no lugar dele, a primeira coisa que fazia mal chegasse a Oslo era ir ter com as várias delegações e pedir-lhes para me ensinarem a pronúncia correcta dos seus nomes e respectivas canções (fez-me lembrar os comentadores a tentarem dizer os nomes chineses aquando dos últimos Jogos Olímpicos na China… passei o tempo todo aos berros à televisão).

E sim, este ano, pela primeira vez, votei. Por duas razões: porque estava no estrangeiro e podia votar na canção portuguesa e porque a dita canção não foi das piores que se viram. Se fosse no ano da Sabrina ou das NonStop, por exemplo, daqui não levavam dinheirinho nenhum.

Cá estaremos no próximo ano para vibrar, sofrer e apreciar as canções e depois para maldizer as votações, como já é tradição.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

E porque é sexta-feira...

... e véspera da final do Eurovision Song Contest, aqui ficam dois vídeos para alegrar a malta.

Os lituanos parece-me que são um povo com a sua graça, ora vejam os seus representantes em 2006 (o ano da infame vitória dos Lordi) e os deste ano que, infelizmente, não passaram a segunda semi-final.

Malucos! :)



LT United, os Rio Grande lá do sítio, composto por grandes nomes da música lituana.



InCulto, que vieram mostrar os seus atributos (literalmente!).

UPDATE: Já me tinha esquecido disto, mas vale muito a pena ver um ensaio dos primeiros meninos porque se vê mesmo que eles se estão a divertir... e no fim foram ganhar os monstros finlandeses, credo!!!

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Quem diria...

Quando é que se sabe que andamos há montes de tempo à volta de gente que vive e respira vinho?

É quando não nos apetece nada ter de ir provar vinhos “de mesa” e acabar por não largar o copo com as últimas gotinhas do Negre de Negres (é espanhol, mas tem um cheirinho que me faz lembrar os tawny).

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Tv-showaholic...

Quem?!? Eu?!

Ok, eu admito: Hi, my name is Ana and I’m a TV-SHOWaholic.

Séries que tenho acompanhado nestes últimos tempos: Chuck, Glee, Bones, How I Met Your Mother, The Big Bang Theory, Brothers and Sisters, Life Unexpected, True Blood, Cougar Town, Private Practice… (agora não estou a ver, mas de certeza que há mais).

UPDATE: Castle, White Collar, Drop Dead Diva, 100 Questions, The Gates...


Séries a que já perdi o fio à meada, mas qualquer dia pego nelas: Criminal Minds, House, Lost, Grey’s Anatomy, Gossip Girl, Fringe, Desperate Housewives, todos os CSI, Flash Forward, Pushing Daisies, Heroes, Prison Break, The Mentalist, The Vampire Diaries, Ugly Betty, 30 Rock…

Uma última palavra de reconhecimento à melhor série de sempre: ER.


P.S.: Tenho seguido o “Achas Que Sabes Dançar?” português e já tenho os meus favoritos, vamos lá ver se se aguentam à bronca. Quanto ao júri, não consigo perceber o que faz lá um animador da rádio… enfim, não tenho conhecimento sobre qual a ligação dele com o mundo do entretenimento, mas não me parece que saber distinguir as bailarinas com “power” seja grande ajuda aos dois colegas, esses sim, vê-se que são profissionais (mesmo quando se emocionam e desatam a chorar! lol)

Koblenz

No sábado passado decidi combater a preguiça e fui conhecer Koblenz, que fica a sul de Bonn.

Koblenz tem a particularidade de ser banhada por dois rios: o Mosel e o Reno (Rhein), da qual retira proveitos turísticos, obviamente. Tem uma zona antiga (Altstadt) muito típica, com casas antigas e ruazinhas com cafés e recantos muito simpáticos.


segunda-feira, 10 de maio de 2010

Berlin


Ampelmann. Alexanderplatz. Fernsehturm. Weltzeituhr. Unter den Linden. Dom. Museuminsel. Brandenburger Tor. Reichtag. Holocaust Mahnmal. Casa Italia. Gelado. Friedrichstrasse. Checkpoint Charlie. Crepes. Serão no salão. Guitarradas e cantorias. Vinho do Porto. Watergate Club. Casa Italia. Pizza e pasta. O Muro. Topographie des Terrors. Potsdamer Platz. Sony Center. Casa Italia. Aeroporto Schönefeld. Hard Rock Café, Surf&Sushi. Aeroporto Tegel.

Ost. West. Mitte.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Sobre as modas dos sugadores

(Tive um tempo livre e deu-me para isto, vá, dêem-me um desconto porque afinal de contas sou do sexo feminino.)


Pois que a moda nestes últimos tempos tem sido tudo o que tenha a ver com vampiros, desde sagas de livros, a filmes e séries, eles estão por todo o lado. Uns só andam de noite, outros nem precisam de dormir, de tão perfeitos que são, uns têm presas (há outro nome para fangs?) outros nem por isso, que até são “vegetarianos” vejam lá.

Pois eu confesso que a primeira vez que tentei ver o filme Twilight nem a meio cheguei. Ok, estava a ver em streaming numa janelinha de 10x8, mas estava-me a meter impressão tanto olhar intenso, tanto incómodo físico da moça e do moço. Desliguei e arrumei para canto. Com o tempo começo a aperceber-me que só se falava daquilo e do Robert Pattinson, que bom que ele é, que sonho de rapaz, e eu sem lhe achar piadinha nenhuma, mas pronto, gostos não se discutem. E aquela Kristen Stewart, com aqueles penteados todos lambidos e ar de frete em todos os eventos, credo. Só me lembro de ter visto um outro filme em que actuou e parece-me que a moça só vai conseguir fazer papéis de mulher atormentada para o resto da vida.

Adiante, aqui há uns tempos, a minha colega de casa emprestou-me alguns livros da colecção True Blood (acho que os livros não se chamam assim, mas é o nome da série que inspiraram, é mais fácil) para eu me ir entretendo nas quase três horas diárias que passo nos comboios. E, como é frequente na minha pessoa, que até gosto desta coisa de universos alternativos (e viva o Harry Potter!), entusiasmei-me a ler aquilo e depois dos livros vi logo as duas temporadas da série de uma assentada.

Depois desta primeira introdução ao mundo dos morcegos lá me predispus a dar outra oportunidade ao casalinho insosso e comecei por ver os dois filmes. Abstraindo-me de certos preconceitos contra alguns dos actores, até achei piada e lá me decidi a gastar dinheiro nos livros (abençoados os livros de bolso que na Alemanha até são acessíveis). Foi um 2 em 1: ao ritmo de um livro por semana deu para ocupar o tempo nos comboios ao mesmo tempo que lia em inglês.

Conclusões: não há dúvida nenhuma que ler um livro é uma experiência completamente diferente e muitíssimo mais completa do que ver um filme. Sempre que posso, e que seja o caso, procuro ler primeiro o livro que inspirou o filme (já deu azo a experiências estranhas, como acabar de reler o Ensaio sobre a Cegueira e duas horas depois estar no cinema… digamos que devia ter deixado a coisa respirar mais tempo). Depois de ler os livros já compreendo alguns sinais não-verbais que me chateavam sobremaneira nos filmes e já consigo olhar com outros olhos para o fenómeno.

Apesar de não simpatizar com a personagem principal, a Bella, que acho demasiado needy (ai que ele é tão perfeito, como é que pode gostar de mim, a qualquer momento pode deixar-me, ai que está a olhar para mim, esqueci-me como é que se respira!), o enredo envolve e uma pessoa acaba satisfeita porque cumpriu o seu propósito: entretenimento.
Simpatizo muito mais com o personagem masculino, o Edward (atenção que não estou a dizer que gosto do Rob Pat, preciso ver mais filmes dele antes de me decidir…). E depois de ler um rascunho de um livro que a autora estava a escrever sob a perspectiva masculina (Midnight Sun, download livre a partir do site da autora), pude confirmar a minha inclinação. Ele pensa de uma maneira muito mais interessante do que ela, na minha opinão, obviamente!

E pronto, agora ficamos a aguardar com tranquilidade os próximos filmes, para ver como é que decidem adaptar as coisas ao grande ecrã e quantos quilos de pó de arroz se vão consumir…


Ah! Um último comentário sobre a “série” dos vampiros da SIC, LuaVermelha: LOL… a moça não é das piores, mas tudo o resto, vampiro apaixonado incluído, não tem jeitinho nenhum.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Os alemães são românticos?!?

No dia 1 de Maio há uma tradição alemã segundo a qual os jovens oferecem um ramo de árvore enfeitado às suas namoradas, pendurando-o perto da sua janela durante a noite. Chama-se Maibaum (árvore de Maio) e podem ler mais sobre isso aqui.

A tendência é, infelizmente, seguir o estereótipo de que os alemães não são românticos e que só fazem estes gestos porque a tradição assim o inspira, mas caramba, dêem-lhes algum crédito, afinal também são humanos, certo?

Considerações sobre estereótipos sócio-culturais à parte, foi muito divertido vê-los a tentar enfiar uma árvore quase inteira dentro de um eléctrico e a atar tiras de papel colorido aos ramos da dita cuja a meio da noite.

Maio

Ups, já me ía esquecendo de trocar o header. Para este mês de Maio escolhi uma foto do rio, o Reno (Rhein) tirada no Parque Rheinaue.

Para efeitos de memória, aqui fica a imagem de Abril:



Para começar bem o mês tivémos cá a Inês de Bruxelas. Entre tapas, visitas à cidade, filmes, chocolates (obrigada!), salsichas, carrosséis, fogo-de-artifício e reminiscências, foi um fim-de-semana muito bem passado!

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Sol e calor!!!

Este fim-de-semana foi quentíssimo, tendo em conta que durante a semana me vi forçada a usar luvas mais do que uma vez... no sábado e no domingo já deu para andar sem mangas nenhumas!

No sábado pus-me a apanhar sol na nossa varanda, o que me valeu um tom ligeiramente a pender para a cor das lagostas, mas nada de preocupante :)


No domingo fui espreitar a Maratona Rhein-Energie, no centro de Bonn e fiquei espantada pela dimensão da coisa. Muita gente a correr, metade da cidade completamente fechada ao trânsito, muita animação, especialmente junto à meta :)