quinta-feira, 6 de maio de 2010

Sobre as modas dos sugadores

(Tive um tempo livre e deu-me para isto, vá, dêem-me um desconto porque afinal de contas sou do sexo feminino.)


Pois que a moda nestes últimos tempos tem sido tudo o que tenha a ver com vampiros, desde sagas de livros, a filmes e séries, eles estão por todo o lado. Uns só andam de noite, outros nem precisam de dormir, de tão perfeitos que são, uns têm presas (há outro nome para fangs?) outros nem por isso, que até são “vegetarianos” vejam lá.

Pois eu confesso que a primeira vez que tentei ver o filme Twilight nem a meio cheguei. Ok, estava a ver em streaming numa janelinha de 10x8, mas estava-me a meter impressão tanto olhar intenso, tanto incómodo físico da moça e do moço. Desliguei e arrumei para canto. Com o tempo começo a aperceber-me que só se falava daquilo e do Robert Pattinson, que bom que ele é, que sonho de rapaz, e eu sem lhe achar piadinha nenhuma, mas pronto, gostos não se discutem. E aquela Kristen Stewart, com aqueles penteados todos lambidos e ar de frete em todos os eventos, credo. Só me lembro de ter visto um outro filme em que actuou e parece-me que a moça só vai conseguir fazer papéis de mulher atormentada para o resto da vida.

Adiante, aqui há uns tempos, a minha colega de casa emprestou-me alguns livros da colecção True Blood (acho que os livros não se chamam assim, mas é o nome da série que inspiraram, é mais fácil) para eu me ir entretendo nas quase três horas diárias que passo nos comboios. E, como é frequente na minha pessoa, que até gosto desta coisa de universos alternativos (e viva o Harry Potter!), entusiasmei-me a ler aquilo e depois dos livros vi logo as duas temporadas da série de uma assentada.

Depois desta primeira introdução ao mundo dos morcegos lá me predispus a dar outra oportunidade ao casalinho insosso e comecei por ver os dois filmes. Abstraindo-me de certos preconceitos contra alguns dos actores, até achei piada e lá me decidi a gastar dinheiro nos livros (abençoados os livros de bolso que na Alemanha até são acessíveis). Foi um 2 em 1: ao ritmo de um livro por semana deu para ocupar o tempo nos comboios ao mesmo tempo que lia em inglês.

Conclusões: não há dúvida nenhuma que ler um livro é uma experiência completamente diferente e muitíssimo mais completa do que ver um filme. Sempre que posso, e que seja o caso, procuro ler primeiro o livro que inspirou o filme (já deu azo a experiências estranhas, como acabar de reler o Ensaio sobre a Cegueira e duas horas depois estar no cinema… digamos que devia ter deixado a coisa respirar mais tempo). Depois de ler os livros já compreendo alguns sinais não-verbais que me chateavam sobremaneira nos filmes e já consigo olhar com outros olhos para o fenómeno.

Apesar de não simpatizar com a personagem principal, a Bella, que acho demasiado needy (ai que ele é tão perfeito, como é que pode gostar de mim, a qualquer momento pode deixar-me, ai que está a olhar para mim, esqueci-me como é que se respira!), o enredo envolve e uma pessoa acaba satisfeita porque cumpriu o seu propósito: entretenimento.
Simpatizo muito mais com o personagem masculino, o Edward (atenção que não estou a dizer que gosto do Rob Pat, preciso ver mais filmes dele antes de me decidir…). E depois de ler um rascunho de um livro que a autora estava a escrever sob a perspectiva masculina (Midnight Sun, download livre a partir do site da autora), pude confirmar a minha inclinação. Ele pensa de uma maneira muito mais interessante do que ela, na minha opinão, obviamente!

E pronto, agora ficamos a aguardar com tranquilidade os próximos filmes, para ver como é que decidem adaptar as coisas ao grande ecrã e quantos quilos de pó de arroz se vão consumir…


Ah! Um último comentário sobre a “série” dos vampiros da SIC, LuaVermelha: LOL… a moça não é das piores, mas tudo o resto, vampiro apaixonado incluído, não tem jeitinho nenhum.

4 comentários:

kiko disse...

Gostei desta tua veia literária e da definição de needy "ai que ele é tão perfeito, como é que pode gostar de mim, a qualquer momento pode deixar-me, ai que está a olhar para mim, esqueci-me como é que se respira!"...keep going e bom fim de semana ;) *

Are You Needy?
He's predatory.
She's a more than willing victim.
He is all bravado.
She is all ears.
He simply wants a good time.
She wants a commitment.
He isn't going to give her one.
She'll get over him and go on to someone else.
And they'll both repeat this same pattern over and over and over again.
Neither one of them will admit that their attraction to each other is anything other than love. She wants to enjoy all of those wonderful feelings. He wants her to enjoy all of those wonderful feelings, too--just as long as it's with him. Of course, he knows that it's not love but he would never tell her that. Why mess things up when you can string someone along for awhile longer?
While she spins round and round with no clue as to why she can't keep a man, let alone get the one she really wants, he goes from woman to woman as if on a quest.
It has little to do with two people who are truly seeking their soulmates.
More accurately, it's a need for emotional validation, sexual fulfillment, and social approval.
In a word, it's all about being "NEEDY."

ana.teresa disse...

Kiko, és a única pessoa (entre as 3 que se calhar lêem isto) que me comenta! obrigadinha :) podes ir pensando se queres que te leve alguma coisinha aqui da Alemanha, ok? ***

kiko disse...

Quero que te tragas a ti própria, é mais que suficiente :)
E se quiseres levar-me contigo para o próximo destino, ficaria ainda mais contente ;)
Continua a escrever, porque mais que não seja fica uma recordação deste belo tempo que estás a viver aí. Pelo menos agora que releio posts que fiz em eramus, parece que volto a viver e assim algumas das experiências que tive!
Beijinho grande!**

ps. ainda não vi o ensaio sobre a cegueira (q já tenho desde que estive aí!!) mas é o próximo filme que verei. Vamos lá a ver se é tão interessante como afirmas!:p

ana.teresa disse...

Se puderes ler o livro primeiro, aconselho, porque apesar de achar que a adaptação está bastante bem conseguida, o livro é outra coisa, mesmo.
bj* :)