(Tive um tempo livre e deu-me para isto, vá, dêem-me um desconto porque afinal de contas sou do sexo feminino.)
Pois que a moda nestes últimos tempos tem sido tudo o que tenha a ver com vampiros, desde sagas de livros, a filmes e séries, eles estão por todo o lado. Uns só andam de noite, outros nem precisam de dormir, de tão perfeitos que são, uns têm presas (há outro nome para
fangs?) outros nem por isso, que até são “vegetarianos” vejam lá.
Pois eu confesso que a primeira vez que tentei ver o filme
Twilight nem a meio cheguei. Ok, estava a ver em
streaming numa janelinha de 10x8, mas estava-me a meter impressão tanto olhar intenso, tanto incómodo físico da moça e do moço. Desliguei e arrumei para canto. Com o tempo começo a aperceber-me que só se falava daquilo e do Robert Pattinson, que bom que ele é, que sonho de rapaz, e eu sem lhe achar piadinha nenhuma, mas pronto, gostos não se discutem. E aquela Kristen Stewart, com aqueles penteados todos lambidos e ar de frete em todos os eventos, credo. Só me lembro de ter visto um outro filme em que actuou e parece-me que a moça só vai conseguir fazer papéis de mulher atormentada para o resto da vida.
Adiante, aqui há uns tempos, a minha colega de casa emprestou-me alguns livros da colecção
True Blood (acho que os livros não se chamam assim, mas é o nome da série que inspiraram, é mais fácil) para eu me ir entretendo nas quase três horas diárias que passo nos comboios. E, como é frequente na minha pessoa, que até gosto desta coisa de universos alternativos (e viva o Harry Potter!), entusiasmei-me a ler aquilo e depois dos livros vi logo as duas temporadas da série de uma assentada.
Depois desta primeira introdução ao mundo dos morcegos lá me predispus a dar outra oportunidade ao casalinho insosso e comecei por ver os dois filmes. Abstraindo-me de certos preconceitos contra alguns dos actores, até achei piada e lá me decidi a gastar dinheiro nos livros (abençoados os livros de bolso que na Alemanha até são acessíveis). Foi um 2 em 1: ao ritmo de um livro por semana deu para ocupar o tempo nos comboios ao mesmo tempo que lia em inglês.
Conclusões: não há dúvida nenhuma que ler um livro é uma experiência completamente diferente e muitíssimo mais completa do que ver um filme. Sempre que posso, e que seja o caso, procuro ler primeiro o livro que inspirou o filme (já deu azo a experiências estranhas, como acabar de reler o
Ensaio sobre a Cegueira e duas horas depois estar no cinema… digamos que devia ter deixado a coisa respirar mais tempo). Depois de ler os livros já compreendo alguns sinais não-verbais que me chateavam sobremaneira nos filmes e já consigo olhar com outros olhos para o fenómeno.
Apesar de não simpatizar com a personagem principal, a Bella, que acho demasiado
needy (ai que ele é tão perfeito, como é que pode gostar de mim, a qualquer momento pode deixar-me, ai que está a olhar para mim, esqueci-me como é que se respira!), o enredo envolve e uma pessoa acaba satisfeita porque cumpriu o seu propósito: entretenimento.
Simpatizo muito mais com o personagem masculino, o Edward (atenção que não estou a dizer que gosto do Rob Pat, preciso ver mais filmes dele antes de me decidir…). E depois de ler um rascunho de um livro que a autora estava a escrever sob a perspectiva masculina (
Midnight Sun, download livre a partir do site da autora), pude confirmar a minha inclinação. Ele pensa de uma maneira muito mais interessante do que ela, na minha opinão, obviamente!
E pronto, agora ficamos a aguardar com tranquilidade os próximos filmes, para ver como é que decidem adaptar as coisas ao grande ecrã e quantos quilos de pó de arroz se vão consumir…
Ah! Um último comentário sobre a “série” dos vampiros da SIC, LuaVermelha: LOL… a moça não é das piores, mas tudo o resto, vampiro apaixonado incluído, não tem jeitinho nenhum.